Empresas privadas apoiam estudos para dar qualidade ao eucalipto

 

São Paulo, 07 (Agência Brasil - ABr) - Até fevereiro próximo, pesquisadores do departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP devem finalizar a primeira etapa do projeto ForESTs (Eucalytus Genome Sequencing Project Consortium) destinado a aumentar a produtividade das indústrias de papel e celulose. O trabalho é apoiado pelas empresas Votorantim, Ripasa, Suzano e Duratex, e também pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Os estudos em torno do conhecimento da evolução do eucalipto, da origem dos problemas que comprometem o seu desenvolvimento e de soluções visando a melhoria genética da planta, foram iniciados há dois meses com resultado que já atinge a metade da meta estabelecida. Ou seja, a produção de 100 mil seqüências (ESTs) para encontrar, no mínimo, 15 mil genes.

Na Segunda etapa, os pesquisadores farão a análise funcional do genoma para identificação de genes associados a características de interesse. Neste trabalho, devem ser identificados genes expressos na madeira, raízes, folhas e flores da árvore e estabelecidas informações para a seleção dos melhores clones de eucalipto. Na primeira fase, a Fapesp investe recursos avaliados em US$ 530 mil e o consórcio empresarial R$ 500 mil. Para a etapa seguinte, estão previstos aportes de R$ 1,2 milhão. (Marli Moreira)

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