Matrix elimina superaquecimento nos computadores

 

Campo Grande, 14 (Agência Brasil - ABr) - Uma invenção brasileira que poderá transformar-se em um dos grandes avanços do mundo da informática, principalmente para o consumidor doméstico e profissional, foi apresentada à semana passada, em Campo Grande (MS), pelo engenheiro eletrônico Joel Marcos de Souza e pelo administrador de empresas Carlos Campos. Trata-se de uma placa para computador denominada de Matrix que, acoplada ao cooler da máquina, aumenta sensivelmente a vida útil dos componentes. Os inventores garantem que a peça, apesar de aparentemente simples, não possui similar no mercado mundial.

O Matrix, dizem seus descobridores, já despertou o interesse de empresários nacionais. O equipamento é uma mini-placa que, acoplada ao cooler (também chamado de ventoinha) evita o superaquecimento do computador e a perda do processador. De acordo com Joel e Campos, o aquecimento descontrolado é responsável por 90% da queima de processadores.

Campos, gerente comercial da União Digital, responsável pelo desenvolvimento do Matrix, diz já ter recebido "ligações de Brasília, Rondônia e São Paulo, todas de organizações interessadas em adquirir o produto".

Diretor da Case Digital Business, empresa campo-grandense especializada em soluções para Internet, o analista de sistemas Wilson Bento vê com entusiasmo a criação do Matrix. Para ele, "o Matrix é uma grande idéia que, se bem aproveitada, trará enormes resultados no custo benefício do uso dos computadores".

O consultor de Internet, Cid Castello, também de Campo Grande, foi um dos primeiros interessados em experimentar a placa. Isto porque ele sentiu na pele o que é ser pego de surpresa por um cooler danificado. Com prazo definido para entregar aos clientes a edição de uma revista eletrônica, Cid passou três dias com problemas no computador e, depois de sucessivas tentativas e erros, chegou a reformatar a máquina, pensando que se tratava de problemas no software. "Meu prazo estava se esgotando e não tinha mais o que fazer. Foi quando resolvi abrir a máquina. Só então descobri que o cooler estava travado. Por muito pouco não perdi meu processador", explica. Para terminar o trabalho, Castello teve que deixar a máquina aberta e substituir o cooler por um ventilador convencional.

"Quando ocorre um problema no computador, as pessoas tendem a creditá-lo na conta do software, sem pensar em falhas do hardware. Quem não é especializado em informática dificilmente escapa de perder o processador em uma situação semelhante à que passei", afirma Castello. (Marília de Castro)

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