
Brasil e EUA ampliam cooperação tecnológica
para agricultura
Brasília, 14 (Agência Brasil - ABr) - Pesquisadores da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa), e do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS)
do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), se reuniram de 2ª à 4ª feira,
em Brasília, para, além de discutir resultados e outras oportunidades no campo
técnico-científico, consolidar e ampliar a parceria feita há quatro anos pelas duas
maiores instituições de pesquisa agropecuária do mundo.
Esse entendimento constitui a primeira Rede Interamericana de Pesquisa
Agropecuária, e é realizada por intermédio do Laboratório Virtual da Embrapa no
Exterior (Labex - EUA). O principal objetivo do Labex-EUA é a prospecção tecnológica e
articulação institucional. "Os pesquisadores nacionais compartilham instalações
físicas, equipamentos e reagentes com o ARS", explica Airdem de Assis, coordenador
do laboratório. A partir de 2002, o laboratório terá a participação de sete
pesquisadores brasileiros.
A estrutura do Labex-EUA é diferente das dos demais laboratórios. Ele
é dividido em quatro áreas: Saúde Animal, Agricultura de Precisão, Manejo Integrado de
Pragas e Doenças Vegetais e Propriedade Intelectual em Biotecnologia.
O setor de Saúde Animal procura identificar enfermidades animais. Na
Agricultura de Precisão, são utilizadas técnicas para otimizar o uso de insumos na
agricultura. Nesse trabalho, são empregadas três tipos de tecnologias: Sensoriamento
Remoto Via Satélite, Sistema de Informações Geográficas (Gis) e Sistema de
Posicionamento Global (GPS). A área de Manejo Integrado de Pragas e Doenças Vegetais
trata da combinação de controle estratégico de pragas com o biológico. "Nela,
reproduzimos produtos químicos para combater as pragas de uma maneira mais eficaz",
disse o coordenador do Labex-EUA. O setor de Propriedade Intelectual em Biotecnologia tem
a função de organizar as informações sobre as patentes. "Estamos muito bem
amparados em relação à propriedade intelectual", ressalta Assis.
Segundo o coordenador do Labex, a partir de 2002, serão implantadas
mais duas áreas. Um setor de Genoma e Proteoma, onde a intenção é construir bancos
genéticos comuns. O outro, será de Agregação de Valor às principais Commodities como,
por exemplo, soja e milho. "A partir desses dois produtos será possível desenvolver
combustíveis e tintas", explicou Assis.
Apesar da parceria existir há apenas quatro anos, ela já rendeu
alguns resultados. Um deles foi em relação ao Mal da Vaca Louca. As pesquisas auxiliaram
o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a conhecer melhor a doença e como
defender o rebanho nacional. O outro foi o acordo entre a Fundação de Amparo à Pesquisa
de São Paulo (Fapesp) e a Fundação de Vitivinicultores do Estado da Califórnia, nos
EUA, que objetiva o sequenciamento da Xyllela fastidiosa, causadora da doença de
Pierce em viníferas, uma das mais sérias para a uva. (Gabriela do Vale) |