|
A definição oficial, baseada na Carta de
Princípios do Fórum Social Mundial (FSM),
diz que o FSM “é um espaço aberto de
encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate
democrático de idéias, a formulação
de propostas”. Esse amplo conceito pode ser melhor
compreendido observando o momento histórico em que
o mundo se encontrava quando o Fórum surgiu e também
como se desenvolveram as quatro edições anteriores
do FSM, três em Porto Alegre, no Brasil, e uma em
Mumbai, na Índia.
Para entender o contexto histórico
O final da década de 1990 foi marcada por muitas
manifestações populares contra o neoliberalismo.
Em 1998, por exemplo, houve uma forte reação
global contra o Acordo Multilateral de Investimentos (MAI),
que defendia privatizações, restrições
aos direitos trabalhistas e o fim de todas as barreiras
para o fluxo de capitais financeiros internacionais (entre
eles, os capitais especulativos). Já no ano seguinte,
em Seattle, nos Estados Unidos, milhares foram às
ruas tentar impedir o encontro da Organização
Mundial do Comércio (OMC), que tentava aprovar um
conjunto de regras que reduziria as responsabilidades sociais
das grandes empresas. Os protestos foram tão fortes
que impediram a realização da reunião.
Nos anos que se seguiram, protestos como os de Seattle foram
se tornando comuns: Bangkoc, Washington e Praga foram algumas
cidades que viram manifestações em 2000.
Como surge o FSM
Todos os anos, desde 1971, um dos grandes encontros dos
principais pensadores liberais e, mais tarde, governos e
organizações que desenvolveram as práticas
das teorias neoliberais, ocorria em Davos, na Suíça,
no Fórum Econômico Mundial. Organizações
Não-Governamentais (ONGs), sindicatos, movimentos
sociais e cidadãos comuns programaram em 2001 um
encontro que ocorreria simultaneamente ao fórum suíço,
onde seriam discutidas alternativas à política
de Davos. Essa reunião ganhou o nome de Fórum
Social Mundial.
|